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18/07/2018

Hospital Divina Providência alerta para aumento de doenças cardiovasculares no Inverno

A incidência destas enfermidades aumenta em até 25% nos meses de frio

Cerca de 300 mil pessoas, por ano, sofrem infartos no Brasil (em 30% dos casos, o ataque cardíaco é fatal), segundo levantamento do Ministério da Saúde. Destes, grande parte ocorre no Inverno. A American Heart Association aponta que o frio aumenta de 20% a 25% a incidência de doenças do coração. Ciente disso, o Hospital Divina Providência (HDP) amplia a divulgação sobre cuidados e prevenção das doenças cardiovasculares.

“O frio faz constrição das artérias para preservar o calor, aumentando a pressão arterial. E a hipertensão é a principal causa de infarto no mundo todo. Além disso, predispõe a infecções respiratórias, e estas aumentam a demanda energética do coração, ocasionando um desbalanço entre oferta e demanda de energia para o mesmo”, explica o dr. Cristian Rafael Sloczinski, cardiologista do HDP.

Cerca de 80% das ocorrências, entretanto, poderiam ser evitadas com medidas simples de hábitos saudáveis. Por isso, o especialista indica atenção a pequenos cuidados que fazem toda diferença para a saúde do coração: praticar atividades físicas para que o sangue seja bombeado por todo o corpo com mais facilidade, evitar o estresse, alimentar-se bem (evitando o consumo de açúcar, sal, gorduras saturadas e carboidratos em excesso), manter-se hidratado e não fumar. 

               O Hospital Divina Providência criou a Linha de Cuidado da Cardiologia, que trata do diagnóstico e tratamento das doenças do coração e do sistema cardiovascular. Mais informações em www.divinaprovidencia.org.br/ servicos-medicos/linhas-de- cuidado/cardiologia/.

Saiba mais sobre a incidência das doenças cardiovasculares no inverno

Quem são as pessoas mais propensas?

São aquelas que já têm doenças cardiovasculares como infarto prévio, AVC ou insuficiência cardíaca. Pode também ocorrer em quem não tem essas doenças, mas apresenta fatores de risco cardiovasculares, como hipertensão, diabetes, obesidade, sedentarismo, tabagismo, dislipidemia (níveis elevados de gordura no sangue) ou história de pessoas na família com doenças cardiovasculares. 

Quais são os principais sintomas?

Dor no peito, falta de ar e sudorese. Sintomas menos comuns, mas que também podem ocorrer são: dor no pescoço e na mandíbula, dor na barriga, dor nos braços, dor nas costas, palpitações, taquicardia, náuseas e vômitos, alterações visuais e desmaio. 

Como reconhecer que alguém possa estar tendo um infarto?

A pessoa leva a mão no peito, fica ofegante, a pele fica suada e pegajosa e pode acontecer um desmaio.

Como evitar um infarto?

Ter acompanhamento regular de cardiologista, tratar adequadamente a hipertensão e o diabetes, fazer atividade física regular, manter hábitos saudáveis de alimentação, manter os níveis de colesterol controlados, evitar o abuso de álcool, evitar o sobrepeso/obesidade e não fumar. 

Quais são os procedimentos em caso de suspeita de infarto?

Ao primeiro sintoma de que algo errado está acontecendo, procurar a emergência, pois o rápido reconhecimento e o pronto tratamento pode limitar os danos provocados por um infarto e evitar a morte.

Como este paciente é atendido no HDP?

Na Emergência do HDP há protocolos de identificação de infarto, de forma que um paciente com sinais/sintomas que podem corresponder a um infarto nunca ficarão aguardando atendimento como um paciente sem risco de vida.

Esse paciente será, rapidamente identificado pelo enfermeiro no momento da triagem (por meio de um checklist padronizado e validado para a identificação de infarto), e é submetido a eletrocardiograma em, no máximo, 10 minutos da chegada, antes mesmo da assistência pelo médico.

O atendimento médico é priorizado para esse paciente e, já em posse do ECG, ele pode identificar os tipos mais graves de infarto neste contato inicial. Se for o caso, o paciente pode ser submetido a cateterismo cardíaco para tratamento definitivo da lesão na coronária, disponível 24h e sempre em menos de 90 minutos da chegada ao setor.

Caso o eletrocardiograma não permita a identificação do infarto logo na chegada, o mesmo passará por exames de sangue e de imagem para a correta identificação, e somente será liberado caso o diagnóstico de infarto seja devidamente excluído.