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14/06/2018

Protocolo de jejum garante mais conforto ao paciente

Texto: Patrícia Feiten - CDN Comunicação

Tempo de jejum caiu drasticamente

Tempo de jejum caiu drasticamente

Abreviar o tempo de jejum do paciente antes de um procedimento cirúrgico. A medida evita desconfortos após a cirurgia, que acabam prolongando o tempo de internação. Esse é o objetivo do Protocolo de Jejum que vem sendo implantado no Hospital Independência, como parte das exigências do processo de certificação da Organização Nacional de Acreditação (ONA) iniciado em 2015. 

“Estudos mostram que o período elevado de jejum pode prejudicar o paciente no pós-operatório, provocando náuseas, vômitos, aumento de infecções e, consequentemente, aumentando o tempo de internação”, explica Cláudia Villela, nutricionista clínica do HI. De acordo com o novo protocolo, os pacientes ingerem uma bebida composta de maltodextrina (carboidrato) e proteína de três a quatro horas antes do procedimento cirúrgico. 

Cláudia observa que a mudança está sendo introduzida aos poucos no HI. Em um estudo-piloto realizado em novembro de 2017, uma das equipes médicas da Traumatologia/Ortopedia adotou o protocolo com pacientes uma vez por semana, durante três meses. Em março, o novo procedimento foi ampliado para seis equipes de Traumatologia/Ortopedia, três vezes por semana. “Estamos evoluindo de forma bastante rápida, com o apoio de todas as equipes envolvidas (de nutrição, médica, enfermagem e cirúrgica), e vamos buscar que, em breve, todos os pacientes sejam contemplados com o Protocolo de Jejum”, diz Cláudia.

Os primeiros resultados já foram observados. Em abril, cerca de 30% dos pacientes que realizaram cirurgias ortopédicas receberam o Protocolo de Jejum, segundo a nutricionista. Com a mudança, houve também redução no tempo de jejum pré-operatório. “A média que tínhamos era de 10 horas e agora passou a ser de três horas e meia, o que é um resultado significativo”, avalia Cláudia. A nutricionista destaca ainda que o protocolo se mostrou seguro. “Até o momento, não tivemos nenhum caso de paciente que tenha sofrido aspiração, a qual aumentaria o risco de pneumonia aspirativa”, explica Cláudia, referindo-se à infecção decorrente da passagem de conteúdo gástrico para os pulmões que pode ocorrer em pacientes submetidos a anestesia.