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28/04/2026

O impacto do sedentarismo nas articulações

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Por Dr. Maurício Longaray, ortopedista do Hospital Independência


Se eu pudesse dar um conselho simples, daqueles que a gente leva pra vida, seria esse: O SEU CORPO FOI FEITO PRA SE MEXER!

E eu não estou falando de virar atleta ou passar horas na academia. Estou falando de movimento, como caminhar, subir escadas, alongar, sair da cadeira de tempos em tempos. Porque o que muita gente não percebe é que o sedentarismo não afeta só o peso ou o condicionamento físico. Ele impacta, diretamente, as articulações.


E isso aparece mais cedo do que você imagina. No consultório, é muito comum eu ouvir: “Doutor, meu joelho começou a doer do nada.” Mas quase nunca é “do nada”. Quando você passa muito tempo parado, o seu corpo perde força muscular, principalmente, nos músculos que protegem as articulações, como os do joelho, quadril e coluna. Sem essa proteção, a sobrecarga vai direto para a articulação, e assim começam os sinais: dor, rigidez, estalos, desconforto para levantar, para caminhar, para subir uma escada.


Outro ponto importante: a articulação precisa de movimento para se manter saudável. O líquido que “lubrifica” as articulações, o líquido sinovial,  depende do movimento para circular melhor. Ou seja, ficar parado por muito tempo deixa essa estrutura menos eficiente, mais “enrijecida”. É como uma dobradiça que quase não é usada: com o tempo, ela começa a travar. E tem mais um detalhe que muita gente ignora: o sedentarismo acelera processos degenerativos, como a artrose. Não é só envelhecer, é envelhecer com menos qualidade de movimento.


A boa notícia? Isso é totalmente modificável. Você não precisa mudar tudo de uma vez. Comece aos poucos:


*Levante-se a cada 1 hora

*Caminhe por 10, 15 minutos por dia


*Use mais o corpo nas tarefas do dia a dia


*Se puder, inclua uma atividade orientada (musculação, pilates, funcional).

O importante é sair da inércia, conseguir fazer as coisas que você gosta sem dor, sem limitação. E isso, pode ter certeza, faz toda a diferença lá na frente. 


Se seu corpo já começou a dar sinais, não ignore. Quanto antes a gente entende o que está acontecendo, mais fácil é tratar, e, principalmente, evitar que evolua.

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