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09/05/2018

Hospital Divina Providência lança campanha de conscientização no Maio Roxo, voltado às Doenças Inflamatórias Intestinais

Texto: Maria Amélia Vargas/CDN Comunicação

Palestra Maio Roxo HDP

No ensejo do Dia Mundial de Combate às Doenças Inflamatórias Intestinais (DII), em 19/05, o Hospital Divina Providência (HDP) adere ao Maio Roxo. Durante o mês, serão realizadas atividades com o objetivo de informar e conscientizar a população sobre a existência, sintomas e tratamento de enfermidades como Crohn e Retocolite Ulcerativa. A realização é da Linha de Cuidado do Aparelho Digestivo do HDP, em parceria com a Associação Gaúcha de Doenças Inflamatórias Intestinais (AGADII).

São doenças autoimunes que comprometem, na maioria das vezes, indivíduos jovens, ocasionando inflamação do intestino em diferentes segmentos.  Os principais sintomas são dor abdominal, diarreia, sangue ou pus nas fezes e emagrecimento, podendo em alguns casos evoluir para fístulas, obstrução intestinal e necessidade de cirurgia.

Com o diagnóstico correto e precoce, que passa, na maioria das vezes, pela realização de colonoscopia, os pacientes conseguem atingir o controle desta inflamação, impedindo a progressão da doença. O tratamento inclui medicamentos e, quando a doença não consegue ser controlada por meio de tratamento clínico ou apresenta determinadas complicações agudas ou crônicas, opta-se pela cirurgia.

“O número de pacientes com essa doença vem aumentando no Brasil e no mundo. Um recente estudo identificou 13 novos casos ao ano para cada 100 mil habitantes no Estado de São Paulo, sendo que, há nove anos, a incidência era de oito casos. Mas, felizmente, junto com o aumento dos casos, também vêm crescendo as possibilidades de novos tratamentos, sobretudo com as chamadas terapias imunobiológicas”, destaca o gastroenterologista do HDP, Dr. César Al Alam Elias

Programação no HDP

Dia 3 de maio: evento para médicos com abordagem cirúrgica nas doenças inflamatórias, com o proctologista Dr. Enrico Sfoggia. No auditório do HDP.

Dia 22/05, às 19h30min: ciclos de palestras e mesa-redonda com especialistas e pacientes:

- Desmistificando as Doenças Inflamatórias Intestinais – Dra. Cristina Flores

- O que eu posso comer? - Nutricionista Dra. Pamela Von Reisswitz

- Aderir ao tratamento é fundamental – Dr. César Elias

- Juntos somos mais forte - Magda Veiga, da Associação Gaúcha de Doenças Inflamatórias Intestinais (AGADII)

Saiba mais

Doença de Crohn

A doença de Crohn manifesta-se por inflamações em qualquer parte do tubo digestivo (da boca ao ânus), sendo mais comum no final do intestino delgado e do grosso. Entre os sintomas principais estão diarreia, sangue nas fezes, anemia, dor no abdome, perda de peso e febre. Mais raramente há estomatites (inflamações na boca). Também pode atingir pele, articulações, olhos, fígado e vasos. A doença mescla crises agudas recorrentes, leves a graves, e períodos de ausência de sintomas.

Retocolite ulcerativa

A retocolite ulcerativa inespecífica caracteriza-se por inflamação da mucosa do intestino grosso, apresentando diarreia crônica com sangue e anemia. O reto quase sempre está afetado, sendo às vezes o único segmento. Não há lesões no intestino delgado, o que constitui característica da doença, muitas vezes sendo o fator primordial para diferenciá-la da doença de Crohn. A inflamação pode vir a se tornar muito grave, com hemorragias maciças e perfuração intestinal, necessitando de cirurgias de urgência.

O que causa a DII?

As causas da DII ainda são desconhecidas, embora os cientistas desenvolvam pesquisas sobre o assunto. Pesquisas mostram que cerca de 20% das pessoas portadoras de DII têm alguém na família que também é portador. Porém, outros fatores podem estar envolvidos com a origem da doença. De fato, o sistema imunológico dos pacientes afetados trabalha em excesso.

Tratamentos

Por serem doenças crônicas, tanto a Doença de Crohn quanto a Retocolite Ulcerativa requerem tratamento a longo prazo, com medicação de uso contínuo. O tipo de medicação vai depender da gravidade da doença, da parte do intestino afetada, ou se há alguma complicação. Em geral, o objetivo do tratamento médico na DII é controlar a inflamação.

Todos precisam de cirurgia?

Quando a medicação não funciona, a solução é a cirurgia. Em alguns casos, a melhor solução para o paciente é a retirada de parte do intestino. Durante o procedimento, o médico remove a parte afetada do intestino e une duas partes saudáveis restantes (anastomose intestinal). Este procedimento é chamado ressecção. 

Em alguns casos, outras intervenções são necessárias para a retirada de partes doentes, remoção de um bloqueio ou obstrução no intestino, o que pode ser causado por uma inflamação grave. 

As ulcerações também podem causar sangramento e, quando não pode ser contido, a cirurgia é necessária para remover a parte afetada do intestino. 

Fonte: Grupo de Estudos da Doença Inflamatória Intestinal do Brasil (GEDIIB)